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Serviços / Gelo e sistemas aeronáuticos

Análise de engenharia e simulação na formação de gelo, ensaios e certificação

A ATS é uma empresa de engenharia: planejamos e fazemos as análises e os ensaios de gelo da sua aeronave e emitimos os documentos de certificação, prontos para você revisar e submeter às autoridades. Usamos simulação validada para saber onde as gotas super-resfriadas atingem, que gelo se forma e como ele afeta o voo.

Liderada pelo Dr. Guilherme A. Lima da Silva: dez anos na Embraer (1997 a 2007) projetando e certificando antigelo de asas e sondas pitot, com ensaios no túnel de gelo da NASA, e depois projetos de gelo para a indústria na ATS, incluindo substanciação e análises de apoio à certificação para o STC da Akaer com a Turkish Aerospace. Projetou o primeiro túnel de gelo do Brasil (UFRJ) e é o representante da ATS junto ao comitê SAE AC-9C.

Escoamento e gotas vindos da esquerda. Gelo em azul.
Envelope de gelo (FAR 25 Apêndice C, MVD 20 µm)

Hipóteses principais

  • Camada limite integral com transição abrupta pelo critério de Makkonen (1985), rugosidade e Stanton rugoso do LEWICE 3.2; primeira lei completa em cada volume de controle, com a água conservada e escorrendo até congelar; um passo de crescimento.
  • NACA 0012 de 1 m a 4° de ângulo de ataque, 10.000 ft, MVD de 20 µm (distribuição de Wright), escoamento 2D, gelo com 917 kg/m³.
  • LWC do FAR 25 Apêndice C tabelado por Jeck (2002), corrigido pela distância percorrida na nuvem.

Modelo ilustrativo simplificado, não é simulação nem ensaio. Contra o túnel de gelo IRT da NASA (Shin e Bond), o erro médio de forma é 0,36 % da corda com um passo (0,33 % com dois), perto do LEWINT 1.04 (LEWICE 3.22), com 0,31 %. Referências: Shin & Bond, NASA TM-105374, 1992 (ensaio IRT); Silva, Barros, Pio, Rafael, Stefanini & Pimenta, Handbook of In-Flight Icing, Springer, 2023; Stefanini, dissertação Poli-USP, 2009; Smith & Spalding, J. R. Aeronaut. Soc., 1958; Ruff & Berkowitz, LEWICE, NASA CR-185129, 1990; Jeck, DOT/FAA/AR-00/30, 2002 (FAR 25 Ap. C); Neves et al., J. Aircraft, 2026.

Quer rodar o modelo ou conferir a validação? O código em Python do modelo e da comparação com o ensaio da NASA é enviado por e-mail.

Pedir o código
Parâmetros e variáveis resolvidas

Parâmetros fixos

Corda / raio do bordo de ataque
1 m / 1,58 % c
Ângulo de ataque
4°
Gotas
MVD 20 µm, distribuição de Wright (LEWICE)
Altitude-pressão
10.000 ft (69,7 kPa)
Transição
abrupta, Rek ≥ 600·exp(−0,9λ) (Makkonen)
Rugosidade
ks = ½(0,15 + 0,3/Nf,estag) mm (LEWICE)
Massa específica do gelo
917 kg/m³

Variáveis resolvidas

Distância percorrida na nuvem
—
Fator de extensão F (Jeck)
—
LWC do envelope × F
—
Temperatura total (recuperação na estagnação)
—
h na estagnação (Smith e Spalding)
—
Água coletada na estagnação
—
Fração de congelamento na estagnação
—
Rugosidade equivalente ks
—
Início da transição, extradorso / intradorso
—
Espessura na estagnação
—
Chifre superior (altura, posição)
—
Como o cálculo é feito

Modelo 1D do tipo usado nos códigos clássicos (LEWICE, ONERA, TRAJICE). Escoamento potencial por painéis em NACA 0012 de 1 m a 4°; eficiência de coleta β por trajetórias de gotas com MVD de 20 µm e a distribuição de Wright usada no LEWICE (pré-calculada para 100 a 250 KTAS). Camada limite integral a partir da estagnação: h laminar por Smith e Spalding (1958), com ue = C·s na estagnação; perfil laminar de Pohlhausen; transição abrupta quando o Reynolds da rugosidade, com a velocidade na altura ks, passa de 600·exp(−0,9λ), com λ = δ₁²(due/ds)/ν (Makkonen, 1985, correção por gradiente de pressão); turbulenta rugosa por Kays e Crawford, com a espessura de quantidade de movimento partindo da laminar na transição e número de Stanton de rugosidade C = 1,92 (LEWICE). Rugosidade equivalente do LEWICE 3.2, ks = ½(0,15 + 0,3/Nf,estag) mm, iterada com a fração de congelamento na estagnação. Primeira lei em cada volume de controle, marchando a água a partir da estagnação: convecção com a temperatura de recuperação, evaporação com a pressão e a temperatura da borda da camada limite, calor sensível e energia cinética das gotas, calor sensível do runback (que leva a temperatura de um volume ao seguinte), condução para o gelo, calor latente; a temperatura da superfície é resolvida no rime (abaixo de 0 °C) e na superfície molhada (acima de 0 °C). A água é conservada volume a volume: só para quando congela; o filme sobre o gelo segue o cisalhamento do ar, o gradiente de pressão e a quantidade de movimento das gotas. Um passo de crescimento, sem recalcular o escoamento sobre o gelo. LWC do FAR 25 Apêndice C para MVD de 20 µm, tabelado por Jeck (DOT/FAA/AR-00/30, 2002): Tabela 2 para o máximo contínuo (17,4 nmi) e Tabela 1 para o intermitente (2,6 nmi), interpolação linear em temperatura; no contínuo o LWC é multiplicado pelo fator de extensão F da Tabela 2 (1,34 em 5 nmi a 0,215 em 300 nmi, interpolado no logaritmo da distância); no intermitente o tempo é o de atravessar 2,6 nmi. Massa específica do gelo 917 kg/m³, como no LEWICE. Para formas de gelo de projeto usamos CFD++, LEWICE ou iceAccretionFoam e ensaio em túnel de gelo.

Comparação com ensaio (NASA IRT) e com o LEWINTFormas de gelo em NACA 0012 medidas no túnel de gelo IRT da NASA (Shin e Bond, 1992) comparadas com o modelo da ATS e com o LEWINT 1.04 (LEWICE 3.22)Cp, eficiência de coleta β e coeficiente de convecção h na superfície limpa: modelo da ATS contra o LEWINT 1.04

Modelo da ATS com as mesmas equações do applet e dois passos de crescimento (o segundo recalcula escoamento, trajetórias, camada limite e balanço sobre a forma com gelo), nas condições de Shin e Bond (NASA TM-105374, 1992): NACA 0012 de 0,533 m, α = 4°, MVD 20 µm, 2000 ft (seção de ensaio do IRT), 150 mph com LWC 1,0 g/m³ por 6 min e 230 mph com 0,55 g/m³ por 7 min, temperatura total de 28 °F a −15 °F. Em vermelho, o contorno externo das repetições do ensaio, digitalizado das Figuras 6 e 7 do relatório; em roxo tracejado, o LEWINT 1.04 (LEWICE 3.22, licença da ATS) nas mesmas condições, com passos automáticos. Erro médio de forma (distância média entre as curvas na região com gelo): modelo da ATS 0,33 % da corda, LEWINT 0,31 %; com um passo, como no applet, 0,36 %. A segunda figura compara Cp, β e h na superfície limpa com os do LEWINT: Cp e β um painel por velocidade, porque dependem de velocidade, MVD, ângulo de ataque e corda; h nos casos mais quente e mais frio de cada velocidade. Os dois códigos erram mais perto de 0 °C, onde a fração congelada depende muito do h e a dispersão entre repetições do ensaio também é maior.

Experiência em formação de gelo

  • ProjetoAkaer, ASOJ TA, 2020 a 2024: STC da Turkish Aerospace, substanciação e análises de apoio à certificação de formação de geloA ATS fez as análises, com simulação, em parceria com a Akaer. Gelo em novas antenas, radomes e dispositivos do STC, e ingestão de gelo pelos motores.
  • IndústriaEmbraer, 1997 a 2007: projeto e certificação de antigelo da asa e de sondas pitot, TAT, porta estática e smart probesAntigelo térmico do slat e da asa com LEWICE e o túnel de gelo da NASA. Smart probes certificadas com CFD++, antes da TSO-C16b. A base da prática de engenharia de gelo da ATS.
  • ProjetoProjetos de gelo para Vertical (2025), Joby (2023–24), New Avionics (2017, detector de gelo em drone), Collins Aerospace (2012), Droplet Measurement Technologies (sonda de LWC), Desaer (turboélice bimotor) e Zodiac Aerotechnic (detector de gelo)Detalhes e escopo dos clientes sob consulta.
  • PesquisaTrês casos de impingement com CFD++ no 1º AIAA Ice Prediction WorkshopEmpenagem, aerofólio de três elementos e nacele Boeing, com bons resultados em gotas grandes super-resfriadas.
  • Certificação e normasApresentações no SAE AC-9C em 2010, 2018, 2024 e 2025Portland, Colorado Springs, Ottawa e Capua. O Dr. Lima da Silva é o representante da ATS junto ao comitê.
  • iceAccretionFoamNosso solver 3D iceAccretionFoam: dois artigos na Phil. Trans. R. Soc. A (2025) e projeto FAPESP PIPE 2025/19697-9Desenvolvido com o Prof. Hrvoje Jasak, University of Cambridge. É desenvolvimento de produto, separado da experiência em projetos acima.

Projeto principal: um STC para a Turkish Aerospace

Akaer, ASOJ TA, 2020 a 2024. Um programa de longo prazo: um Supplemental Type Certificate (STC) da Turkish Aerospace, com a Akaer, para uma aeronave de vigilância modificada com novas superfícies. A ATS fez a substanciação e as análises de apoio à certificação de formação de gelo e de sistemas de proteção contra gelo, com simulação, ao longo dos quatro anos.

Projeto 2020 a 2024

Pelo que a ATS foi responsável

Substanciação e análises de apoio à certificação, com simulação, para uma aeronave de vigilância baseada no Bombardier Global 6000. O STC e a certificação foram da Turkish Aerospace (TA), na Turquia, com a Akaer; o papel da ATS foram as análises de engenharia de gelo. O programa durou quatro anos.

Trabalho de gelo

Formação de gelo nas novas entradas de ar, radomes, radar e dispositivos adicionais do STC. Desprendimento de gelo e ingestão pelos motores. Comparação com a aeronave original (baseline) para o gelo adicional. Desenvolvimento e simulação dos sistemas de proteção contra gelo com FENSAP-ICE, como o cliente exigiu.

Além do gelo

Redesenho do sistema de controle ambiental para a variante de vigilância conforme o 14 CFR Part 25, novo sistema de resfriamento líquido suplementar para o radar e outros equipamentos, e ensaios de laboratório, em solo e em voo. As análises da ATS alimentaram os relatórios de certificação.

Precisa só de uma parte? Definimos o escopo com você.

“O trabalho deles tem sido adequado tanto para desenvolvimento quanto para certificação.”

American Kestrel Company, sobre as organizações que lista para análise de gelo 3D, entre elas a ATS. Seu fundador, David Parkins, é Representante de Engenharia Designado (DER) da FAA para certificação de gelo e ex-presidente do subcomitê SAE AC-9C. Tradução do original em inglês. Ver a página

O que você recebe

A ATS emite os relatórios de certificação, sejam eles de resultados de análise ou de ensaios, e também a descrição do sistema, a avaliação de segurança, o plano de certificação ou qualquer outro documento de certificação. Você os revisa e os submete às autoridades. Esse é o nosso diferencial.

Eficiência de coleta e limites de impingement

Onde a água atinge, quanta e até onde, para cada tamanho de gota (MVD) e conteúdo de água líquida (LWC). Use para dimensionar áreas protegidas e escolher pontos de ensaio.

Formatos de gelo rime e glaze

Formatos 2D e 3D em superfícies desprotegidas nos envelopes do Apêndice C do FAR 25, com os pontos críticos encontrados para a sua aeronave.

Impacto aerodinâmico e nos sistemas

Formatos de gelo enviados ao CFD para estimar penalidades de sustentação, arrasto e qualidades de voo, com verificação de ingestão em motores, hélices e bloqueio de sensores.

Um relatório que a autoridade consegue seguir

Premissas, evidência de malha e convergência, comparação com dados de referência e rastreabilidade às normas (SAE, MIL, ASTM) e aos pontos de ensaio.

As condições vêm da sua aeronave

O Apêndice C do FAR 25 se apoia em pesquisas da NACA das décadas de 1940 e 1950, e o Apêndice O acrescenta gotas grandes, cristais de gelo, condições mistas e chuva congelante. Mapeamos ambos no envelope de voo da sua aeronave.

Matriz de gelo construída a partir da missão

Analisamos todas as fases de voo, inclusive espera, e o tempo em cada uma. A duração importa porque o gelo continua crescendo.

Pontos críticos, não uma grade genérica

Para cada velocidade encontramos onde a temperatura de recuperação chega a 0 °C dentro do envelope. Esse cruzamento dá a maior massa de gelo, em glaze. Aeronaves leves e pesadas são verificadas.

Limites de impingement a partir da dinâmica de voo

Um modelo de voo em JSBSim fornece a faixa de ângulo de ataque em cada velocidade calibrada com peso e centro de gravidade variando, de modo que os limites de gotas cobrem o envelope real.

Quatro ferramentas, escolhidas caso a caso

CFD++ e iceAccretionFoam tratam o 3D. FENSAP-ICE e LewInt dão referências independentes.

FerramentaO que faz pelo seu projetoSituação
CFD++MetacompEscoamento compressível 3D, impingement de gotas e gelo rime em geometrias completas de aeronaves, usado em nossos projetos de clientes. A ATS é a distribuidora exclusiva no Brasil.Em uso na produção
iceAccretionFoamATS, foam-extend 5.0Um solver 3D para escoamento, gotas, filme de água e crescimento de gelo. O gelo cresce sem remalhar. A água segue as linhas de cisalhamento em asas enflechadas. Cp, β e rime 2D estão validados, o glaze 2D está em validação, e 3D e SLD vêm em 2027/28.Em validação
FENSAP-ICEAnsysNossos engenheiros o executam em uma licença fornecida por você, como no STC da Akaer em que o cliente o exigiu, e o comparam com nossas outras ferramentas quando uma verificação cruzada ajuda o relatório.Licença fornecida pelo cliente
LEWINT (LEWICE)NASA, American KestrelFormatos de gelo e análises térmicas rápidos com o LEWICE da NASA, com a interface LewInt para lotes de casos e gráficos automáticos. O LewInt é a versão internacional do LEWICE 2D, e a ATS tem licença. Usamos para os formatos de gelo do eVTOL da Vertical.Licenciado

Usar mais de um código é proposital. Os códigos diferem na física e no quanto os reguladores os conhecem, e a concordância entre eles é evidência para o seu relatório. O NASA Spinoff descreve como o LewInt estende o LEWICE.

Evidências que você pode conferir

Primeiro o trabalho em projetos, depois os resultados mostrados em workshops da comunidade, e por fim a validação do nosso solver próprio.

Trabalho em projetos

Projetos de clientes: Vertical (2025), Joby (2023–24), New Avionics (2017, detector de gelo em drone), Collins Aerospace (2012), Droplet Measurement Technologies (sonda de LWC), Desaer (turboélice bimotor) e Zodiac Aerotechnic (detector de gelo). Detalhes e escopo dos clientes sob consulta. Seguem os casos que podemos mostrar.

Collection efficiency and local liquid water content on a quadrotor drone with rotating propellers
Projeto de drone da New Avionics: eficiência de coleta β (esquerda) e conteúdo local de água líquida (direita) em um quadrirrotor com hélices girando na decolagem vertical. CFD++, apresentado no SAE AC-9C, Colorado Springs, 2018.
Collection efficiency on a pitot tube computed with CFD++
Projeto de pitot: eficiência de coleta β no tubo de pitot de um A-4 Skyhawk da Marinha do Brasil, pico de 0,916. A distribuição alimenta modelos térmicos 1D ou 2D do aquecedor da sonda.
Static air temperature against pressure altitude for TAT equal to zero, with continuous and intermittent maximum envelopes and curves for several airspeeds
Modelo de dinâmica de voo do Global 5000 (JSBSim, coautoria do Dr. Lima da Silva com Sean McLeod e Agostino De Marco, com base em De Marco et al., AIAA 2016-3525), condições críticas: temperatura estática em que a temperatura de recuperação chega a 0 °C para cada velocidade, sobre os envelopes máximo contínuo e intermitente. O cruzamento dá a maior massa de gelo, em glaze.
Angle of attack against calibrated airspeed for light, mid and heavy weight at two altitudes and centre of gravity positions
Modelo de dinâmica de voo do Global 5000 (JSBSim, coautoria do Dr. Lima da Silva com Sean McLeod e Agostino De Marco, com base em De Marco et al., AIAA 2016-3525), limites de impingement: faixa de ângulo de ataque em uma velocidade calibrada, com peso e centro de gravidade variando.

1º AIAA Ice Prediction Workshop

Três casos de impingement executados com CFD++, com bons resultados em gotas grandes super-resfriadas.

Pressure coefficient and collection efficiency on a tail, CFD++ with three turbulence options against experiment
Empenagem: coeficiente de pressão e eficiência de coleta β do CFD++ com três opções de turbulência, contra o experimento.
Pressure contours and streamlines on a Boeing nacelle, CFD++
Nacele Boeing: pressão e linhas de corrente usadas para calcular o impingement ao redor do lábio.
Pressure contours and streamlines around a slat, main element and flap, CFD++
Aerofólio de três elementos (slat, principal e flap), mesmo workshop.

Escada de validação do iceAccretionFoam

Este é o nosso solver próprio, em desenvolvimento, e é separado do trabalho em projetos acima. Cada etapa é comparada com dados experimentais publicados antes de começar a próxima. Os formatos rime no NACA 0012 concordam com as medições da NASA. No glaze o código reproduz o comportamento, e o corno superior ainda é menor que o medido enquanto a fração de congelamento térmica e a transferência de calor convectiva com transição são incluídas em 2026.

  1. Cp e βConcluído
  2. Gelo rime 2DConcluído
  3. Gelo glaze 2DEm andamento

Casos de referência: NACA 0012 a 100 mph, Cp contra Emmons (1948) e XFoil, β contra Al-Khalil et al. (2001, NASA), formatos rime e glaze contra Shin e Bond (NASA) e LEWICE.

De onde vem a experiência

Dez anos de projeto e certificação de antigelo na Embraer, depois projetos de clientes na ATS, junto com pesquisa e o desenvolvimento do nosso solver próprio.

Indústria Embraer, 1997 a 2007Projeto Projetos de clientes e de instalações da ATSPesquisa Artigos, workshops e comitêsiceAccretionFoam Desenvolvimento do nosso solver 3D próprio

Programas que apoiamos

Fornecedores de sensores e sondas

Pitot, TAT, sondas de ângulo de ataque e sondas inteligentes, em que normas como a TSO-C16b remetem à SAE AS5562.

Modificações e STCs

Novas sondas, antenas, radomes ou propulsão instalados em aeronaves já certificadas. Comparamos cada mudança com a aeronave original (baseline) e verificamos a ingestão de gelo pelos motores.

Drones, eVTOL e aeronaves elétricas

Rotores e células pequenas sem seção 2D representativa, muitas vezes sem sistema de proteção contra gelo convencional.

Fornecedores que oferecem um pacote maior

A Akaer e a Droplet Measurement Technologies usam a ATS para complementar sua experiência e entregar um pacote completo ao cliente final, dentro do escopo (SOW) desse cliente.

Apoio em picos de trabalho

Grupos de engenharia que já têm experiência em gelo, como a Embraer, usam a ATS para absorver picos de trabalho.

Programas sob FAA, EASA e ANAC

Asas, empenagens, entradas de ar, hélices e para-brisas de programas FAR/CS 23 e 25 que precisam de evidência de gelo. A ATS se reúne regularmente com especialistas da FAA, com reuniões dedicadas para apresentar problemas e soluções com CFD e simulação de formatos de gelo, e mantém contato frequente com ANAC, CAA e Transport Canada.

Como um projeto acontece

Os mesmos passos valem para uma sonda, uma asa ou um rotor eVTOL. O projeto dos sistemas de proteção contra gelo vem como serviço próprio.

  1. Missão e desempenho

    Perfil de missão, pesos, velocidades e altitudes. Faixas de ângulo de ataque a partir da dinâmica de voo.

  2. Matriz de gelo e impingement

    Pontos críticos nos envelopes dos Apêndices C e O. Escoamento 3D, trajetórias de gotas e limites de impingement.

  3. Formatos de gelo de referência

    Formatos rime e glaze na superfície desprotegida, nos pontos críticos e para as condições de escape.

  4. Avaliação de segurança: efeitos aerodinâmicos

    Degradação aerodinâmica, margens de sustentação, e o aumento de arrasto e de peso causado pelo gelo, classificando a criticidade do gelo de menor a catastrófica (FHA). Essa avaliação decide se a aeronave precisa de um sistema de proteção contra gelo, e é redigida como um relatório de certificação.

  5. Avaliação de segurança: ingestão de gelo pelos motores

    Análise de risco do gelo desprendido de superfícies protegidas e desprotegidas em direção aos motores, redigida como um relatório de certificação.

  6. Relatório de certificação e plano de ensaios

    Descrição do modelo numérico, validação e resultados de formatos de gelo, redigidos em formato de certificação e prontos para submissão às autoridades, além de um conjunto reduzido de pontos de ensaio em túnel e em voo, verificados com formas artificiais de gelo instaladas nas asas e em outras superfícies. Tudo sob NDA.

Nenhuma certificação é alcançada sem ferramentas numéricas.

Dr. Guilherme A. Lima da Silva, The Icing Engineering Process

Perguntas que engenheiros fazem antes de contratar

O que é a análise de formação de gelo em aeronaves?

É o cálculo de onde as gotas de água super-resfriada atingem a superfície, quanta água é coletada, como ela congela e qual é o formato do gelo. A acreção é transiente: ocorre em ciclos de acúmulo e desprendimento ou derretimento, não em um formato único e estável. Os resultados apoiam estudos de degradação aerodinâmica, dimensionamento de sistemas de proteção contra gelo e planejamento de ensaios, e nós escrevemos os relatórios de certificação.

A simulação substitui ensaios em túnel de gelo ou em voo?

Não. Os ensaios validam as ferramentas numéricas e verificam pontos de operação que exigem uma resposta realista. A simulação reduz o número de pontos de ensaio, apoia a cobertura do envelope e os casos de falha, e reduz o custo total da campanha de projeto e certificação. Depois de validadas com dados de túnel de gelo e de voo, as ferramentas também cobrem condições atmosféricas de gelo que não foram testadas, condições raras e as pontas do envelope.

Quais ferramentas a ATS usa em análises de gelo?

CFD++ para escoamento 3D, impingement de gotas e gelo rime; iceAccretionFoam, nosso solver 3D próprio baseado em foam-extend; FENSAP-ICE com licença fornecida pelo cliente; e LEWICE com a interface LewInt, sob licença da ATS. Escolhemos por caso e comparamos códigos quando uma verificação cruzada ajuda o relatório.

Vocês cobrem gotas grandes super-resfriadas (SLD) e o Apêndice O do FAR 25?

O impingement com gotas grandes super-resfriadas fez parte do nosso trabalho com CFD++ no 1º AIAA Ice Prediction Workshop. No iceAccretionFoam, quebra e respingo de gotas estão previstos para a Fase 2 do projeto FAPESP PIPE. Para um estudo do Apêndice O hoje, definimos com você a ferramenta e a evidência de validação antes de iniciar.

Por que resolver o gelo em 3D e não em cortes 2D?

Em asas enflechadas, sondas, antenas, radomes, entradas de ar e rotores, a água escoa ao longo de linhas de cisalhamento que não seguem cortes 2D. Métodos quase-3D perdem precisão nesses casos, principalmente no gelo glaze. Um solver 3D completo acompanha a água sobre a superfície real.

Nossa geometria e nossos dados ficam confidenciais?

Sim. Trabalhamos sob NDA. O iceAccretionFoam é licenciado sob a GNU GPL v3, que só se aplica quando uma cópia do programa é entregue. Em consultoria e no SaaS planejado, você recebe resultados e relatórios, não o programa, e sua geometria, seus dados e resultados permanecem protegidos.

Vocês podem rodar o FENSAP-ICE na nossa licença?

Sim. Nossos engenheiros executam o FENSAP-ICE em uma licença fornecida por você e podem comparar o resultado com as outras ferramentas no mesmo caso.

Vocês analisam o impacto de gelo de uma modificação com STC?

Sim. Calculamos a formação de gelo nas novas superfícies, como antenas, radomes e dispositivos adicionais, comparamos com a aeronave original (baseline) para quantificar o gelo adicional e analisamos como esse gelo pode ser ingerido pelos motores. Fizemos isso como parte de um STC da Turkish Aerospace (TA), em parceria com a Akaer, de 2020 a 2024; a ATS fez a substanciação e as análises de apoio à certificação de formação de gelo.

Conte-nos sobre a aeronave e a fase de certificação

Respondemos com um escopo, as ferramentas que usaríamos e a evidência que você pode esperar.

Emailaerospace@aerothermalsolutions.co
Telefone+55 11 3854-4224
EscritórioAv. Pompéia, 634, cj. 107, São Paulo, SP, Brazil.

Envie a aeronave ou o componente, a fase de certificação e a pergunta que precisa responder. Um engenheiro da ATS responde. Trabalhamos sob NDA.