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Serviços / Gelo e sistemas aeronáuticos

Análise de engenharia e simulação na formação de gelo, ensaios e certificação

A ATS é uma empresa de engenharia: planejamos e fazemos as análises e os ensaios de gelo da sua aeronave e emitimos os documentos de certificação, prontos para você revisar e submeter às autoridades. Usamos simulação validada para saber onde as gotas super-resfriadas atingem, que gelo se forma e como ele afeta o voo.

Liderada pelo Dr. Guilherme A. Lima da Silva: dez anos na Embraer (1997 a 2007) projetando e certificando antigelo de asas e sondas pitot, com ensaios no túnel de gelo da NASA, e depois projetos de gelo para a indústria na ATS, incluindo substanciação e análises de apoio à certificação para o STC da Akaer com a Turkish Aerospace. Projetou o primeiro túnel de gelo do Brasil (UFRJ) e é o representante da ATS junto ao comitê SAE AC-9C.

Escoamento e gotas vindos da esquerda. Gelo em azul.
Envelope de gelo (FAR 25 Apêndice C, MVD 20 µm)

Hipóteses principais

  • Camada limite integral com transição abrupta pelo critério de Makkonen (1985), rugosidade e Stanton rugoso do LEWICE 3.2; primeira lei completa em cada volume de controle, com a água conservada e escorrendo até congelar; um passo de crescimento.
  • NACA 0012 de 1 m a 4° de ângulo de ataque, 10.000 ft, MVD de 20 µm (distribuição de Wright), escoamento 2D, gelo com 917 kg/m³.
  • LWC do FAR 25 Apêndice C tabelado por Jeck (2002), corrigido pela distância percorrida na nuvem.

Modelo ilustrativo simplificado, não é simulação nem ensaio. Contra o túnel de gelo IRT da NASA (Shin e Bond), o erro médio de forma é 0,36 % da corda com um passo (0,33 % com dois), perto do LEWINT 1.04 (LEWICE 3.22), com 0,31 %. Referências: Shin & Bond, NASA TM-105374, 1992 (ensaio IRT); Silva, Barros, Pio, Rafael, Stefanini & Pimenta, Handbook of In-Flight Icing, Springer, 2023; Stefanini, dissertação Poli-USP, 2009; Smith & Spalding, J. R. Aeronaut. Soc., 1958; Ruff & Berkowitz, LEWICE, NASA CR-185129, 1990; Jeck, DOT/FAA/AR-00/30, 2002 (FAR 25 Ap. C); Neves et al., J. Aircraft, 2026.

Quer rodar o modelo ou conferir a validação? O código em Python do modelo e da comparação com o ensaio da NASA é enviado por e-mail.

Pedir o código
Parâmetros e variáveis resolvidas

Parâmetros fixos

Corda / raio do bordo de ataque
1 m / 1,58 % c
Ângulo de ataque
4°
Gotas
MVD 20 µm, distribuição de Wright (LEWICE)
Altitude-pressão
10.000 ft (69,7 kPa)
Transição
abrupta, Rek ≥ 600·exp(−0,9λ) (Makkonen)
Rugosidade
ks = ½(0,15 + 0,3/Nf,estag) mm (LEWICE)
Massa específica do gelo
917 kg/m³

Variáveis resolvidas

Distância percorrida na nuvem
—
Fator de extensão F (Jeck)
—
LWC do envelope × F
—
Temperatura total (recuperação na estagnação)
—
h na estagnação (Smith e Spalding)
—
Água coletada na estagnação
—
Fração de congelamento na estagnação
—
Rugosidade equivalente ks
—
Início da transição, extradorso / intradorso
—
Espessura na estagnação
—
Chifre superior (altura, posição)
—
Como o cálculo é feito

Modelo 1D do tipo usado nos códigos clássicos (LEWICE, ONERA, TRAJICE). Escoamento potencial por painéis em NACA 0012 de 1 m a 4°; eficiência de coleta β por trajetórias de gotas com MVD de 20 µm e a distribuição de Wright usada no LEWICE (pré-calculada para 100 a 250 KTAS). Camada limite integral a partir da estagnação: h laminar por Smith e Spalding (1958), com ue = C·s na estagnação; perfil laminar de Pohlhausen; transição abrupta quando o Reynolds da rugosidade, com a velocidade na altura ks, passa de 600·exp(−0,9λ), com λ = δ₁²(due/ds)/ν (Makkonen, 1985, correção por gradiente de pressão); turbulenta rugosa por Kays e Crawford, com a espessura de quantidade de movimento partindo da laminar na transição e número de Stanton de rugosidade C = 1,92 (LEWICE). Rugosidade equivalente do LEWICE 3.2, ks = ½(0,15 + 0,3/Nf,estag) mm, iterada com a fração de congelamento na estagnação. Primeira lei em cada volume de controle, marchando a água a partir da estagnação: convecção com a temperatura de recuperação, evaporação com a pressão e a temperatura da borda da camada limite, calor sensível e energia cinética das gotas, calor sensível do runback (que leva a temperatura de um volume ao seguinte), condução para o gelo, calor latente; a temperatura da superfície é resolvida no rime (abaixo de 0 °C) e na superfície molhada (acima de 0 °C). A água é conservada volume a volume: só para quando congela; o filme sobre o gelo segue o cisalhamento do ar, o gradiente de pressão e a quantidade de movimento das gotas. Um passo de crescimento, sem recalcular o escoamento sobre o gelo. LWC do FAR 25 Apêndice C para MVD de 20 µm, tabelado por Jeck (DOT/FAA/AR-00/30, 2002): Tabela 2 para o máximo contínuo (17,4 nmi) e Tabela 1 para o intermitente (2,6 nmi), interpolação linear em temperatura; no contínuo o LWC é multiplicado pelo fator de extensão F da Tabela 2 (1,34 em 5 nmi a 0,215 em 300 nmi, interpolado no logaritmo da distância); no intermitente o tempo é o de atravessar 2,6 nmi. Massa específica do gelo 917 kg/m³, como no LEWICE. Para formas de gelo de projeto usamos CFD++, LEWICE ou iceAccretionFoam e ensaio em túnel de gelo.

Comparação com ensaio (NASA IRT) e com o LEWINTFormas de gelo em NACA 0012 medidas no túnel de gelo IRT da NASA (Shin e Bond, 1992) comparadas com o modelo da ATS e com o LEWINT 1.04 (LEWICE 3.22)Cp, eficiência de coleta β e coeficiente de convecção h na superfície limpa: modelo da ATS contra o LEWINT 1.04

Modelo da ATS com as mesmas equações do applet e dois passos de crescimento (o segundo recalcula escoamento, trajetórias, camada limite e balanço sobre a forma com gelo), nas condições de Shin e Bond (NASA TM-105374, 1992): NACA 0012 de 0,533 m, α = 4°, MVD 20 µm, 2000 ft (seção de ensaio do IRT), 150 mph com LWC 1,0 g/m³ por 6 min e 230 mph com 0,55 g/m³ por 7 min, temperatura total de 28 °F a −15 °F. Em vermelho, o contorno externo das repetições do ensaio, digitalizado das Figuras 6 e 7 do relatório; em roxo tracejado, o LEWINT 1.04 (LEWICE 3.22, licença da ATS) nas mesmas condições, com passos automáticos. Erro médio de forma (distância média entre as curvas na região com gelo): modelo da ATS 0,33 % da corda, LEWINT 0,31 %; com um passo, como no applet, 0,36 %. A segunda figura compara Cp, β e h na superfície limpa com os do LEWINT: Cp e β um painel por velocidade, porque dependem de velocidade, MVD, ângulo de ataque e corda; h nos casos mais quente e mais frio de cada velocidade. Os dois códigos erram mais perto de 0 °C, onde a fração congelada depende muito do h e a dispersão entre repetições do ensaio também é maior.

Experiência em formação de gelo

  • ProjetoAkaer, ASOJ TA, 2020 a 2024: STC da Turkish Aerospace, substanciação e análises de apoio à certificação de formação de geloA ATS fez as análises, com simulação, em parceria com a Akaer. Gelo em novas antenas, radomes e dispositivos do STC, e ingestão de gelo pelos motores.
  • IndústriaEmbraer, 1997 a 2007: projeto e certificação de antigelo da asa e de sondas pitot, TAT, porta estática e smart probesAntigelo térmico do slat e da asa com LEWICE e o túnel de gelo da NASA. Smart probes certificadas com CFD++, antes da TSO-C16b. A base da prática de engenharia de gelo da ATS.
  • ProjetoProjetos de gelo para Vertical (2025), Joby (2023–24), New Avionics (2017, detector de gelo em drone), Collins Aerospace (2012), Droplet Measurement Technologies (sonda de LWC), Desaer (turboélice bimotor) e Zodiac Aerotechnic (detector de gelo)Detalhes e escopo dos clientes sob consulta.
  • PesquisaTrês casos de impingement com CFD++ no 1º AIAA Ice Prediction WorkshopEmpenagem, aerofólio de três elementos e nacele Boeing, com bons resultados em gotas grandes super-resfriadas.
  • Certificação e normasApresentações no SAE AC-9C em 2010, 2018, 2024 e 2025Portland, Colorado Springs, Ottawa e Capua. O Dr. Lima da Silva é o representante da ATS junto ao comitê.
  • iceAccretionFoamNosso solver 3D iceAccretionFoam: dois artigos na Phil. Trans. R. Soc. A (2025) e projeto FAPESP PIPE 2025/19697-9Desenvolvido com o Prof. Hrvoje Jasak, University of Cambridge. É desenvolvimento de produto, separado da experiência em projetos acima.

Projeto principal: um STC para a Turkish Aerospace

Akaer, ASOJ TA, 2020 a 2024. Um programa de longo prazo: um Supplemental Type Certificate (STC) da Turkish Aerospace, com a Akaer, para uma aeronave de vigilância modificada com novas superfícies. A ATS fez a substanciação e as análises de apoio à certificação de formação de gelo e de sistemas de proteção contra gelo, com simulação, ao longo dos quatro anos.

Projeto 2020 a 2024

Pelo que a ATS foi responsável

Substanciação e análises de apoio à certificação, com simulação, para uma aeronave de vigilância baseada no Bombardier Global 6000. O STC e a certificação foram da Turkish Aerospace (TA), na Turquia, com a Akaer; o papel da ATS foram as análises de engenharia de gelo. O programa durou quatro anos.

Trabalho de gelo

Formação de gelo nas novas entradas de ar, radomes, radar e dispositivos adicionais do STC. Desprendimento de gelo e ingestão pelos motores. Comparação com a aeronave original (baseline) para o gelo adicional. Desenvolvimento e simulação dos sistemas de proteção contra gelo com FENSAP-ICE, como o cliente exigiu.

Além do gelo

Redesenho do sistema de controle ambiental para a variante de vigilância conforme o 14 CFR Part 25, novo sistema de resfriamento líquido suplementar para o radar e outros equipamentos, e ensaios de laboratório, em solo e em voo. As análises da ATS alimentaram os relatórios de certificação.

Precisa só de uma parte? Definimos o escopo com você.

“O trabalho deles tem sido adequado tanto para desenvolvimento quanto para certificação.”

American Kestrel Company, sobre as organizações que lista para análise de gelo 3D, entre elas a ATS. Seu fundador, David Parkins, é Representante de Engenharia Designado (DER) da FAA para certificação de gelo e ex-presidente do subcomitê SAE AC-9C. Tradução do original em inglês. Ver a página

O que você recebe

A ATS emite os relatórios de certificação, sejam eles de resultados de análise ou de ensaios, e também a descrição do sistema, a avaliação de segurança, o plano de certificação ou qualquer outro documento de certificação. Você os revisa e os submete às autoridades. Esse é o nosso diferencial.

Eficiência de coleta e limites de impingement

Onde a água atinge, quanta e até onde, para cada tamanho de gota (MVD) e conteúdo de água líquida (LWC). Use para dimensionar áreas protegidas e escolher pontos de ensaio.

Formatos de gelo rime e glaze

Formatos 2D e 3D em superfícies desprotegidas nos envelopes do Apêndice C do FAR 25, com os pontos críticos encontrados para a sua aeronave.

Impacto aerodinâmico e nos sistemas

Formatos de gelo enviados ao CFD para estimar penalidades de sustentação, arrasto e qualidades de voo, com verificação de ingestão em motores, hélices e bloqueio de sensores.

Um relatório que a autoridade consegue seguir

Premissas, evidência de malha e convergência, comparação com dados de referência e rastreabilidade às normas (SAE, MIL, ASTM) e aos pontos de ensaio.

As condições vêm da sua aeronave

O Apêndice C do FAR 25 se apoia em pesquisas da NACA das décadas de 1940 e 1950, e o Apêndice O acrescenta gotas grandes, cristais de gelo, condições mistas e chuva congelante. Mapeamos ambos no envelope de voo da sua aeronave.

Matriz de gelo construída a partir da missão

Analisamos todas as fases de voo, inclusive espera, e o tempo em cada uma. A duração importa porque o gelo continua crescendo.

Pontos críticos, não uma grade genérica

Para cada velocidade encontramos onde a temperatura de recuperação chega a 0 °C dentro do envelope. Esse cruzamento dá a maior massa de gelo, em glaze. Aeronaves leves e pesadas são verificadas.

Limites de impingement a partir da dinâmica de voo

Um modelo de voo em JSBSim fornece a faixa de ângulo de ataque em cada velocidade calibrada com peso e centro de gravidade variando, de modo que os limites de gotas cobrem o envelope real.

De onde vem o modelo, e como evoluiu

Do doutorado na Poli-USP ao iceAccretionFoam, com os artigos de cada etapa.

O modelo de acreção acopla o escoamento, a trajetória das gotas, a camada-limite e o balanço de massa e energia na superfície. Nasceu na Embraer e na Poli-USP e continua em desenvolvimento na ATS.

  1. 2003–2009
    Pesquisa
    Poli-USP, com apoio da Embraer e da FAPESP: modelo de antigelo com filme contínuo e filetes (runback).

    Validado contra o ensaio de Al-Khalil et al. (2001) e o ANTICE da NASA. Mestrado (2003) e doutorado: tese na Poli-USP.

  2. 2007–2010
    Pesquisa
    Transição laminar-turbulenta e intermitência na transferência de calor e na forma do gelo.

    Stefanini, Silvares, Silva e Zerbini (COBEM 2007; AIAA 2008-474). Ver Publicações.

  3. 2008–2009
    Pesquisa
    Cal State Long Beach: camada-limite diferencial compressível de Cebeci integrada ao código.

    Silva, Silvares, Zerbini, Hefazi, Chen e Kaups, AIAA, 2009.

  4. 2010–hoje
    Projeto
    Sondas pitot: modelos de carga térmica e de envelope de ensaio, de planilha a Python.

    Apresentados no SAE AC-9C (Portland, 2010) e usados em programas de eVTOL e na certificação de sondas.

  5. 2011
    Pesquisa
    Funções de parede para transferência de calor em superfície rugosa.

    Silva, Arima, Branco e Pimenta, SAE 2011-38-0023.

  6. Projetos
    Projeto
    Código eletrotérmico de antigelo para definir a distribuição de potência em sondas.

    Sonda de LWC: CFD para Cp e impingement, distribuição ótima da potência elétrica e validação em túnel de gelo.

  7. 2023
    iceAccretionFoam
    Início da colaboração com o Prof. Hrvoje Jasak.

    Ponto de partida do iceAccretionFoam, nosso solver 3D próprio (NUMAP-FOAM Summer School 2023).

  8. 2024
    iceAccretionFoam
    Primeiro artigo do iceAccretionFoam e gelo glaze no SAE AC-9C.

    Teixeira da Silva et al., ICAS 2024-1112, Florença; SAE AC-9C, Ottawa.

  9. 2025
    iceAccretionFoam
    Dois artigos na Philosophical Transactions of the Royal Society A, com o Prof. Jasak.

    Impingement e gelo rime e gelo glaze; apresentação no SAE AC-9C, CIRA, Capua.

  10. 2026
    iceAccretionFoam
    PIPE-FAPESP 2025/19697-9 e o modelo de acreção da ATS nos applets do site.

    Fase 1 (julho de 2026 a fevereiro de 2027): versão beta 2D, rime e glaze; Fase 2: MVP 3D com antigelo e degelo térmicos (FAPESP, post). O modelo de acreção da ATS em Python, conferido contra o LEWINT e o ensaio da NASA, roda os applets de gelo do site.

Quatro ferramentas, escolhidas caso a caso

CFD++ e iceAccretionFoam tratam o 3D. FENSAP-ICE e LewInt dão referências independentes.

FerramentaO que faz pelo seu projetoSituação
CFD++MetacompEscoamento compressível 3D, impingement de gotas e gelo rime em geometrias completas de aeronaves, usado em nossos projetos de clientes. A ATS é a distribuidora exclusiva no Brasil.Em uso na produção
iceAccretionFoamATS, foam-extend 5.0Um solver 3D para escoamento, gotas, filme de água e crescimento de gelo. O gelo cresce sem remalhar. A água segue as linhas de cisalhamento em asas enflechadas. Cp, β e rime 2D estão validados, o glaze 2D está em validação, e 3D e SLD vêm em 2027/28.Em validação
FENSAP-ICEAnsysNossos engenheiros o executam em uma licença fornecida por você, como no STC da Akaer em que o cliente o exigiu, e o comparam com nossas outras ferramentas quando uma verificação cruzada ajuda o relatório.Licença fornecida pelo cliente
LEWINT (LEWICE)NASA, American KestrelFormatos de gelo e análises térmicas rápidos com o LEWICE da NASA, com a interface LewInt para lotes de casos e gráficos automáticos. O LewInt é a versão internacional do LEWICE 2D, e a ATS tem licença. Usamos para os formatos de gelo do eVTOL da Vertical.Licenciado

Usar mais de um código é proposital. Os códigos diferem na física e no quanto os reguladores os conhecem, e a concordância entre eles é evidência para o seu relatório. O NASA Spinoff descreve como o LewInt estende o LEWICE.

Evidências que você pode conferir

Primeiro o trabalho em projetos, depois os resultados mostrados em workshops da comunidade, e por fim a validação do nosso solver próprio.

Trabalho em projetos

Projetos de clientes: Vertical (2025), Joby (2023–24), New Avionics (2017, detector de gelo em drone), Collins Aerospace (2012), Droplet Measurement Technologies (sonda de LWC), Desaer (turboélice bimotor) e Zodiac Aerotechnic (detector de gelo). Detalhes e escopo dos clientes sob consulta. Seguem os casos que podemos mostrar.

1º AIAA Ice Prediction Workshop

Três casos de impingement executados com CFD++, com bons resultados em gotas grandes super-resfriadas.

Escada de validação do iceAccretionFoam

Este é o nosso solver próprio, em desenvolvimento, e é separado do trabalho em projetos acima. Cada etapa é comparada com dados experimentais publicados antes de começar a próxima. Os formatos rime no NACA 0012 concordam com as medições da NASA. No glaze o código reproduz o comportamento, e o corno superior ainda é menor que o medido enquanto a fração de congelamento térmica e a transferência de calor convectiva com transição são incluídas em 2026.

  1. Cp e βConcluído
  2. Gelo rime 2DConcluído
  3. Gelo glaze 2DEm andamento

Casos de referência: NACA 0012 a 100 mph, Cp contra Emmons (1948) e XFoil, β contra Al-Khalil et al. (2001, NASA), formatos rime e glaze contra Shin e Bond (NASA) e LEWICE.

Exemplos

Selecione uma imagem para ver cada exemplo.

Collection efficiency and local liquid water content on a quadrotor drone with rotating propellers
1 / 12

Drone

Projeto de drone da New Avionics: eficiência de coleta β (esquerda) e conteúdo local de água líquida (direita) em um quadrirrotor com hélices girando na decolagem vertical. CFD++, apresentado no SAE AC-9C, Colorado Springs, 2018.

Solicitar proposta técnica

De onde vem a experiência

Dez anos de projeto e certificação de antigelo na Embraer, depois projetos de clientes na ATS, junto com pesquisa e o desenvolvimento do nosso solver próprio.

Indústria Embraer, 1997 a 2007Projeto Projetos de clientes e de instalações da ATSPesquisa Artigos, workshops e comitêsiceAccretionFoam Desenvolvimento do nosso solver 3D próprio

Programas que apoiamos

Fornecedores de sensores e sondas

Pitot, TAT, sondas de ângulo de ataque e sondas inteligentes, em que normas como a TSO-C16b remetem à SAE AS5562.

Modificações e STCs

Novas sondas, antenas, radomes ou propulsão instalados em aeronaves já certificadas. Comparamos cada mudança com a aeronave original (baseline) e verificamos a ingestão de gelo pelos motores.

Drones, eVTOL e aeronaves elétricas

Rotores e células pequenas sem seção 2D representativa, muitas vezes sem sistema de proteção contra gelo convencional.

Fornecedores que oferecem um pacote maior

A Akaer e a Droplet Measurement Technologies usam a ATS para complementar sua experiência e entregar um pacote completo ao cliente final, dentro do escopo (SOW) desse cliente.

Apoio em picos de trabalho

Grupos de engenharia que já têm experiência em gelo, como a Embraer, usam a ATS para absorver picos de trabalho.

Programas sob FAA, EASA e ANAC

Asas, empenagens, entradas de ar, hélices e para-brisas de programas FAR/CS 23 e 25 que precisam de evidência de gelo. A ATS se reúne regularmente com especialistas da FAA, com reuniões dedicadas para apresentar problemas e soluções com CFD e simulação de formatos de gelo, e mantém contato frequente com ANAC, CAA e Transport Canada.

Como um projeto acontece

Os mesmos passos valem para uma sonda, uma asa ou um rotor eVTOL. O projeto dos sistemas de proteção contra gelo vem como serviço próprio.

  1. Missão e desempenho

    Perfil de missão, pesos, velocidades e altitudes. Faixas de ângulo de ataque a partir da dinâmica de voo.

  2. Matriz de gelo e impingement

    Pontos críticos nos envelopes dos Apêndices C e O. Escoamento 3D, trajetórias de gotas e limites de impingement.

  3. Formatos de gelo de referência

    Formatos rime e glaze na superfície desprotegida, nos pontos críticos e para as condições de escape.

  4. Avaliação de segurança: efeitos aerodinâmicos

    Degradação aerodinâmica, margens de sustentação, e o aumento de arrasto e de peso causado pelo gelo, classificando a criticidade do gelo de menor a catastrófica (FHA). Essa avaliação decide se a aeronave precisa de um sistema de proteção contra gelo, e é redigida como um relatório de certificação.

  5. Avaliação de segurança: ingestão de gelo pelos motores

    Análise de risco do gelo desprendido de superfícies protegidas e desprotegidas em direção aos motores, redigida como um relatório de certificação.

  6. Relatório de certificação e plano de ensaios

    Descrição do modelo numérico, validação e resultados de formatos de gelo, redigidos em formato de certificação e prontos para submissão às autoridades, além de um conjunto reduzido de pontos de ensaio em túnel e em voo, verificados com formas artificiais de gelo instaladas nas asas e em outras superfícies. Tudo sob NDA.

Nenhuma certificação é alcançada sem ferramentas numéricas.

Dr. Guilherme A. Lima da Silva, The Icing Engineering Process

Perguntas que engenheiros fazem antes de contratar

O que é a análise de formação de gelo em aeronaves?

É o cálculo de onde as gotas de água super-resfriada atingem a superfície, quanta água é coletada, como ela congela e qual é o formato do gelo. A acreção é transiente: ocorre em ciclos de acúmulo e desprendimento ou derretimento, não em um formato único e estável. Os resultados apoiam estudos de degradação aerodinâmica, dimensionamento de sistemas de proteção contra gelo e planejamento de ensaios, e nós escrevemos os relatórios de certificação.

A simulação substitui ensaios em túnel de gelo ou em voo?

Não. Os ensaios validam as ferramentas numéricas e verificam pontos de operação que exigem uma resposta realista. A simulação reduz o número de pontos de ensaio, apoia a cobertura do envelope e os casos de falha, e reduz o custo total da campanha de projeto e certificação. Depois de validadas com dados de túnel de gelo e de voo, as ferramentas também cobrem condições atmosféricas de gelo que não foram testadas, condições raras e as pontas do envelope.

Quais ferramentas a ATS usa em análises de gelo?

CFD++ para escoamento 3D, impingement de gotas e gelo rime; iceAccretionFoam, nosso solver 3D próprio baseado em foam-extend; FENSAP-ICE com licença fornecida pelo cliente; e LEWICE com a interface LewInt, sob licença da ATS. Escolhemos por caso e comparamos códigos quando uma verificação cruzada ajuda o relatório.

Vocês cobrem gotas grandes super-resfriadas (SLD) e o Apêndice O do FAR 25?

O impingement com gotas grandes super-resfriadas fez parte do nosso trabalho com CFD++ no 1º AIAA Ice Prediction Workshop. No iceAccretionFoam, quebra e respingo de gotas estão previstos para a Fase 2 do projeto FAPESP PIPE. Para um estudo do Apêndice O hoje, definimos com você a ferramenta e a evidência de validação antes de iniciar.

Por que resolver o gelo em 3D e não em cortes 2D?

Em asas enflechadas, sondas, antenas, radomes, entradas de ar e rotores, a água escoa ao longo de linhas de cisalhamento que não seguem cortes 2D. Métodos quase-3D perdem precisão nesses casos, principalmente no gelo glaze. Um solver 3D completo acompanha a água sobre a superfície real.

Nossa geometria e nossos dados ficam confidenciais?

Sim. Trabalhamos sob NDA. O iceAccretionFoam é licenciado sob a GNU GPL v3, que só se aplica quando uma cópia do programa é entregue. Em consultoria e no SaaS planejado, você recebe resultados e relatórios, não o programa, e sua geometria, seus dados e resultados permanecem protegidos.

Vocês podem rodar o FENSAP-ICE na nossa licença?

Sim. Nossos engenheiros executam o FENSAP-ICE em uma licença fornecida por você e podem comparar o resultado com as outras ferramentas no mesmo caso.

Vocês analisam o impacto de gelo de uma modificação com STC?

Sim. Calculamos a formação de gelo nas novas superfícies, como antenas, radomes e dispositivos adicionais, comparamos com a aeronave original (baseline) para quantificar o gelo adicional e analisamos como esse gelo pode ser ingerido pelos motores. Fizemos isso como parte de um STC da Turkish Aerospace (TA), em parceria com a Akaer, de 2020 a 2024; a ATS fez a substanciação e as análises de apoio à certificação de formação de gelo.

Conte-nos sobre a aeronave e a fase de certificação

Respondemos com um escopo, as ferramentas que usaríamos e a evidência que você pode esperar.

Emailaerospace@aerothermalsolutions.co
Telefone+55 11 3854-4224
EscritórioAv. Pompéia, 634, cj. 107, São Paulo, SP, Brazil.

Envie a aeronave ou o componente, a fase de certificação e a pergunta que precisa responder. Um engenheiro da ATS responde. Trabalhamos sob NDA.