...

aerospace@aerothermalsolutions.co

PIPE-FAPESP: iceAccretionFoam, do beta 2D ao MVP 3D

Capa: PIPE-FAPESP e iceAccretionFoam, com formas de gelo rime simuladas comparadas com medições da NASA

Compartilhar

Imagem de capa: formas de gelo rime simuladas pelo iceAccretionFoam no NACA 0012, comparadas com medições da NASA.

A ATS4i teve o projeto iceAccretionFoam aprovado pela FAPESP no PIPE, Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (processo 2025/19697-9). O iceAccretionFoam é um software de dinâmica dos fluidos computacional (CFD) para simular a formação de gelo e a proteção térmica contra gelo em superfícies tridimensionais de aeronaves. A Fase 1 começou em maio de 2026 e vai até dezembro. Este post mostra o plano das duas fases, as tecnologias do código e como ele vai chegar ao mercado.

Resumo

  • Fase 1 (8 meses, maio a dezembro de 2026): versão beta com formação de gelo 2D dos tipos rime e glaze, validada contra dados da literatura. A maturidade sobe de TRL 3 para TRL 6.
  • Fase 2 (2 anos): versão MVP com formação de gelo 3D e proteção térmica contra gelo (anti-ice e de-ice). A meta é TRL 8.
  • Três tecnologias de ponta: immersed boundary, finite area e a função de parede rugosa de Silva et al., que usa a correlação de Stefanini.
  • Como chega ao mercado: primeiro na consultoria de engenharia da ATS4i, como diferencial técnico; depois por SaaS, com acesso pelo navegador para empresas grandes e pequenas.
  • Equipe: Guilherme A. Lima da Silva como pesquisador responsável, dois bolsistas FAPESP (TT-5, nível doutorado, e TT-4A, nível mestrado) e treinamento com o Prof. Hrvoje Jasak (Wikki).
8 mesesFase 1: beta 2D
2 anosFase 2: MVP 3D
TRL 3 → 8maturidade tecnológica
3tecnologias de ponta

Um retorno à FAPESP

O projeto tem um significado especial para quem o coordena. Guilherme Araujo Lima da Silva, fundador da ATS4i e pesquisador responsável pelo PIPE, fez o doutorado na USP sobre a simulação numérica de sistemas antigelo térmicos, concluído em 2008. Nos primeiros 28 meses, o doutorado teve o apoio da Embraer, onde ele trabalhava na equipe de proteção contra gelo: trabalho e estudo corriam em paralelo, de forma híbrida.

Nos 20 meses finais, veio a bolsa da FAPESP. Ela incluiu um período como pesquisador visitante na California State University, Long Beach (CSULB). Lá, Guilherme integrou ao seu código de antigelo térmico o método diferencial de camada-limite compressível dos livros do Prof. Tuncer Cebeci (1934–2021), coautor do modelo de turbulência Cebeci-Smith, que chefiou o departamento de pesquisa em aerodinâmica da Douglas Aircraft e foi o primeiro professor distinguido de engenharia mecânica da CSULB, onde fundou o departamento de engenharia aeroespacial. Na CSULB, o trabalho teve a colaboração do Prof. Hamid Hefazi, então chefe do departamento de engenharia mecânica e aeroespacial, da Profa. Hsun-Hu Chen, especialista em CFD, gelo em aeronaves e transição da camada-limite, e do Prof. emérito Kalle Kaups, que antes desenvolveu com Cebeci, na McDonnell Douglas, métodos de cálculo de camada-limite 3D em asas. Desse trabalho saiu o artigo Differential Boundary-Layer Analysis and Runback Water Flow Model Applied to Flow Around Airfoils with Thermal Anti-ice, com Silvares, Zerbini, Hefazi, Chen e Kaups, apresentado no AIAA Aerospace Sciences Meeting de 2009. A mesma linha de pesquisa já tinha rendido os dois artigos no Journal of Aircraft (AIAA, 2007) sobre a simulação de antigelo em aerofólios, até hoje os mais citados da sua produção.

Na Escola Politécnica da USP, o trabalho foi feito com os professores Otávio de Mattos Silvares e Euryale Zerbini, e com o Prof. Marcos de Mattos Pimenta, cujo trabalho sobre transferência de calor em superfícies rugosas, feito em Stanford, é citado no livro de Kays e Crawford (Convective Heat and Mass Transfer) e em relatórios do LEWICE. Pimenta também é coautor das funções de parede de 2011 usadas hoje no iceAccretionFoam.

Quase duas décadas depois, a FAPESP volta a apoiar essa linha de pesquisa, agora dentro de uma empresa e com um produto como objetivo.

Linha do tempo da pesquisa em gelo, da bolsa FAPESP ao PIPE-FAPESP
Linha do tempo: da Embraer e da bolsa FAPESP no doutorado ao PIPE-FAPESP, passando pela CSULB, pelas funções de parede de 2011 e pela parceria com o Prof. Jasak.

Por que simular o gelo em 3D

O gelo acumulado reduz a sustentação, aumenta o arrasto e o peso e pode atingir motores, hélices, sondas e para-brisas. No voo AF447, em 2009, a obstrução das sondas pitot por cristais de gelo foi o evento que iniciou a sequência do acidente, segundo o relatório final do BEA francês. O gelo rime se forma bem abaixo de 0 °C: as gotículas congelam quase por inteiro no impacto e a forma muda pouco. O gelo glaze se forma pouco abaixo de 0 °C: parte da água escorre, congela mais atrás e forma “chifres” que sempre prejudicam a aerodinâmica. O glaze é bem mais difícil de modelar.

Esquema dos gelos rime e glaze no bordo de ataque de um aerofólio
Esquema qualitativo: o rime acompanha a forma do perfil; no glaze, a água escorre e forma chifres.

Em asas enflechadas, sondas, antenas, radomes e entradas de ar, a água escorre ao longo das linhas de cisalhamento, que não seguem cortes 2D. Por isso o iceAccretionFoam resolve o problema em 3D completo, com quatro vantagens: segue a água pelas linhas de cisalhamento reais da superfície; modela a hidrodinâmica da água, em filme, filetes e gotas; faz o gelo crescer sem refazer nem deformar a malha; e usa uma transferência de calor em superfície rugosa validada com dados experimentais.

Esquema de simulação de gelo quasi-3D com cortes 2D e 3D completo com linhas de cisalhamento em asa enflechada
Esquema em asa enflechada: os códigos quasi-3D calculam em cortes 2D e interpolam; o iceAccretionFoam segue a água pelas linhas de cisalhamento em 3D.

Três tecnologias de ponta

O iceAccretionFoam é um solver único, construído sobre o foam-extend 5.0. Ele resolve juntos o escoamento compressível (rhoPimpleFoam), a trajetória das gotículas em formulação euleriana (driftEulerFoam), o filme de água e o crescimento do gelo. Três tecnologias fazem a diferença:

  • Immersed boundary. O gelo cresce numa superfície imersa na malha de fundo, pelo método Immersed Boundary Surface do Prof. Jasak (2018). Não é preciso refazer nem deformar a malha a cada passo, o que torna viáveis formas complexas como os chifres do glaze.
  • Finite area. O método de áreas finitas (Tuković e Jasak, 2008) resolve o filme de água sobre a superfície curva em 3D, com massa, quantidade de movimento e energia, movido pelo cisalhamento, pelo gradiente de pressão e pelo impacto das gotículas. Na Fase 2, o mesmo método resolve a condução de calor 2D numa casca fina, a forma dos aquecedores eletrotérmicos.
  • Função de parede de Silva et al. com a correlação de Stefanini. A transferência de calor sobre o gelo rugoso usa as funções de parede térmica e de quantidade de movimento propostas por Lima da Silva et al. (SAE 2011-38-0023). Elas consideram a resistência térmica da subcamada viscosa e usam a correlação de Stefanini et al. (AIAA, 2010) para o número de Stanton de rugosidade, uma correção da correlação de Owen e Thomson. Em 2011, as funções foram implementadas no OpenFOAM-1.6-ext, antecessor do foam-extend, e no CFD++, e validadas contra os dados experimentais de Achenbach para um cilindro rugoso aquecido, caso com rugosidade e escoamento parecidos com os de um bordo de ataque com gelo. Os códigos clássicos de gelo usam a análise integral da camada-limite, com rugosidade de grão de areia tirada de dutos e transição laminar-turbulenta abrupta. A correlação de Stefanini está disponível como opção no CFD++ da Metacomp.
Esquema do coeficiente de convecção com transição laminar-turbulenta abrupta e suave
Esquema qualitativo: a transição abrupta dos códigos clássicos e a transição suave por intermitência (Stefanini et al., 2010), base das funções de parede usadas no iceAccretionFoam.
Ciclo de cálculo do iceAccretionFoam: escoamento, gotículas, filme de água, calor e massa, crescimento do gelo e nova geometria
O ciclo de cálculo do iceAccretionFoam: as seis etapas se repetem a cada passo de acréscimo de gelo.

Parceria com o Prof. Hrvoje Jasak, da Universidade de Cambridge

O Prof. Hrvoje Jasak é professor de Física do Contínuo na Universidade de Cambridge, onde lidera o grupo de Mecânica do Contínuo Computacional no Cavendish Laboratory, e é diretor da Wikki. Foi o desenvolvedor original do FOAM (Field Operation and Manipulation) no Imperial College, em Londres, durante o doutorado com o Prof. David Gosman. O OpenFOAM e o foam-extend são forks do FOAM, e o foam-extend é mantido por ele. As bibliotecas de immersed boundary e de finite area que o iceAccretionFoam estende são trabalho dele.

Foi essa parceria que tornou possível usar o foam-extend como base do iceAccretionFoam. Em vez de escrever um código do zero, a ATS4i partiu de um CFD reconhecido que já tinha as duas ferramentas de que o problema do gelo precisa. O Prof. Jasak é coautor dos artigos do iceAccretionFoam no Phil. Trans. R. Soc. A e, no PIPE, dá pela Wikki o treinamento avançado da equipe.

Em setembro de 2023, o engenheiro Jayme Rodrigues Teixeira da Silva, então na ATS4i, participou da NUMAP-FOAM Summer School no Cavendish Laboratory, em Cambridge: duas semanas de aulas em nível avançado e orientação individual de projeto, para um grupo pequeno e selecionado. Lá ele apresentou o projeto e aprendeu a fundo a estrutura do foam-extend e os métodos de immersed boundary e finite area. Depois da escola, trabalhou diretamente com o Prof. Jasak e com Guilherme no desenvolvimento do código.

Jayme Rodrigues Teixeira da Silva e o Prof. Hrvoje Jasak no Cavendish Laboratory, Universidade de Cambridge
Jayme Rodrigues Teixeira da Silva (ATS4i) e o Prof. Hrvoje Jasak no Cavendish Laboratory, Universidade de Cambridge, em 2023.

Fase 1: beta 2D em 8 meses

A Fase 1 tem sete entregas em quatro frentes:

  • Física: mapeamento entre immersed boundary e finite area, transferência de calor e massa em superfície rugosa e transição laminar-turbulenta disparada pela rugosidade.
  • Validação: gelo rime e glaze 2D contra dados experimentais da literatura, em vários aerofólios além do NACA 0012.
  • Produto: estudos de viabilidade do SaaS, da interface gráfica e da configuração de casos assistida por IA (LLM).
  • Qualificação: requisitos de acreditação, matriz de rastreabilidade das normas e o dossiê de viabilidade técnica para a Fase 2.

A base do código já está verificada: a aerodinâmica e o impacto das gotículas batem com os dados de referência.

Validação do coeficiente de pressão e da eficiência de coleta do iceAccretionFoam no NACA 0012
Validação no NACA 0012 a 100 mph: coeficiente de pressão contra Emmons (1948) e o XFoil (esq.) e eficiência de coleta β contra Al-Khalil et al. (2001, NASA), com três solvers lineares (dir.). Resultados do iceAccretionFoam (ICAS 2024).

O código parte do TRL 3. No rime 2D, as formas de gelo simuladas já concordam com as medições da NASA no NACA 0012. No glaze, o código reproduz o comportamento, mas o chifre superior ainda fica menor que o medido: faltam a fração de congelamento térmica e a transferência de calor por convecção com transição, que são justamente o trabalho da Fase 1.

Formas de gelo rime simuladas pelo iceAccretionFoam no NACA 0012 comparadas com medições da NASA
Gelo rime 2D no NACA 0012: formas simuladas pelo iceAccretionFoam ao longo do tempo (linhas coloridas), medições da NASA (Shin e Bond, pontos) e o resultado do LEWICE publicado no mesmo estudo (tracejado), em duas malhas.
Formas de gelo glaze simuladas pelo iceAccretionFoam no NACA 0012 comparadas com medições da NASA
Gelo glaze 2D no NACA 0012: o iceAccretionFoam reproduz a forma geral, mas o chifre superior ainda fica menor que o medido pela NASA (Shin e Bond). Corrigir isso é trabalho da Fase 1.

A equipe tem Guilherme como pesquisador responsável e dois bolsistas FAPESP: um TT-5, de nível doutorado, e um TT-4A, de nível mestrado. O Prof. Jasak, pela Wikki, dá o treinamento avançado em foam-extend. Computadores e infraestrutura são da ATS4i.

Fase 2: MVP 3D com proteção térmica

Em dois anos, a Fase 2 leva o código do beta 2D a um MVP 3D pronto para uso em casos reais:

  • Formas 3D: asas enflechadas, sondas pitot e smart probes, entradas de ar e de motores, radomes, antenas, hélices e rotores de eVTOL, que não têm uma seção 2D representativa.
  • Gotículas grandes (SLD): quebra e respingo das gotas, exigidos nos cenários de certificação do Apêndice O.
  • Proteção térmica: o filme de água passa a trocar calor com a parede, que na Fase 1 é adiabática. Assim o código simula sistemas anti-ice e de-ice, incluindo os eletrotérmicos.
  • Um só caso: qualquer tipo de gelo, ou um sistema de proteção, sai do mesmo setup, sem comandos específicos do operador.

A validação segue uma escada: Cp e eficiência de coleta (β), rime 2D, glaze 2D, formas 3D e SLD e, por fim, proteção contra gelo. As duas últimas etapas são o que a Fase 2 existe para produzir. A meta é o TRL 8.

Escada de validação do iceAccretionFoam
A escada de validação apresentada ao SAE AC-9C em 2025: Cp e β e rime 2D concluídos, glaze 2D em andamento, formas 3D, SLD e proteção térmica nas próximas etapas.
Roadmap do iceAccretionFoam no PIPE-FAPESP: Fase 1 beta 2D e Fase 2 MVP 3D
Do TRL 3 ao TRL 8: a Fase 1 entrega o beta 2D e a Fase 2, o MVP 3D com proteção térmica.

Com o MVP pronto, o projeto também se credencia a outros tipos de investimento, como a FINEP, empresas do setor e venture capital.

Mercado: consultoria com diferencial

O mercado principal não são os grandes fabricantes, que são poucos e têm engenharia própria. São as empresas que vendem equipamentos que precisam de evidência de desempenho em gelo, e os novos entrantes que não têm equipe de gelo:

  • Fornecedores: fabricantes de sensores, sondas pitot e smart probes, antenas e entradas de ar. Só nos EUA são centenas.
  • Modificações e STC: instalação de sondas, antenas, radomes ou novos propulsores em aeronaves já certificadas.
  • Novos mercados: drones, UAVs, eVTOL e aeronaves elétricas.
  • Mudanças de norma: como a evolução da TSO-C16 para o aquecimento de sondas pitot, hoje referenciada à SAE AS5562.
Segmentos do mercado de simulação de gelo: fornecedores, STC, novos mercados e normas
Os quatro segmentos que mais precisam de simulação de gelo.

A ATS4i já presta consultoria de gelo em sondas, asas e eVTOL, com ferramentas comerciais e códigos próprios. O iceAccretionFoam acrescenta um diferencial: um código desenvolvido pela ATS4i, 3D completo, com hidrodinâmica do filme de água e transferência de calor rugosa validada, sem as restrições de uso de outros códigos, como a do LEWICE3D, que só pode ser usado por cidadãos dos EUA e dentro dos EUA. Para análises 2D, o LEWICE tem uma versão internacional, o LEWINT, vendida sob licença da NASA pela American Kestrel Company, de David Parkins. A aceitação passa pela validação com dados de túnel e de voo, apresentada às autoridades (FAA, EASA, ANAC), ao comitê SAE AC-9C, onde Guilherme atua como liaison, e ao AIAA Ice Prediction Workshop.

Eficiência de coleta de gotículas sobre um drone quadrirrotor com hélices em operação
Eficiência de coleta (β) sobre um drone quadrirrotor com as hélices em operação: exemplo de consultoria de gelo da ATS4i feito com o CFD++ da Metacomp, não com o iceAccretionFoam, e apresentado ao SAE AC-9C em 2018.

SaaS: simulação de gelo para empresas grandes e pequenas

O modelo SaaS vai permitir que empresas sem equipe de CFD usem a tecnologia pelo navegador. O cliente envia a geometria e a condição de gelo, um engenheiro da ATS4i revisa o caso, o iceAccretionFoam roda nos servidores da ATS4i e os resultados voltam pela web, com relatório. Não há instalação nem hardware do lado do cliente, e as atualizações são centralizadas. A assinatura do serviço é mais flexível que as licenças de software por máquina e por usuário do mercado.

Fluxo do SaaS de simulação de gelo do iceAccretionFoam
O fluxo previsto para o SaaS: da entrada pela web ao relatório, com revisão de um engenheiro da ATS4i.

O iceAccretionFoam é construído sobre o foam-extend e segue a GNU GPL v3. A licença permite rodar o código modificado sem distribuí-lo (seção 2): a ATS4i roda o iceAccretionFoam nos seus servidores, ou em nuvem contratada, e entrega aos clientes resultados e relatórios, que não ficam sujeitos à GPL. O uso pela rede, sem entrega de cópia, também não é distribuição (seção 0). A mesma seção 2 permite o trabalho sob contrato, com cláusulas que proíbem cópias fora da relação entre as partes; assim, customizações podem ser feitas sob acordo de confidencialidade (NDA), que também protege as geometrias, os dados e os resultados do cliente. Na Fase 1, o SaaS é um estudo de viabilidade, incluindo segurança da informação e privacidade dos dados; a implementação vem na Fase 2.

Leia mais

Perguntas frequentes

O que é o PIPE-FAPESP?

É o programa da FAPESP que apoia a pesquisa para inovação em pequenas empresas do estado de São Paulo, em fases: a Fase 1 demonstra a viabilidade técnica e a Fase 2 desenvolve o produto.

Quando o iceAccretionFoam estará disponível?

A versão beta 2D fica pronta ao fim da Fase 1, em dezembro de 2026, para uso interno. O MVP 3D é a entrega da Fase 2. A consultoria de gelo da ATS4i já está disponível hoje.

O código será vendido como licença de software?

Não como licença proprietária. O iceAccretionFoam deriva do foam-extend (GNU GPL v3) e será usado na consultoria da ATS4i e oferecido como serviço (SaaS), rodando nos servidores da ATS4i, o que a GPL v3 permite. Customizações podem ser desenvolvidas sob contrato e NDA, e a GPL permite cobrar pela customização e pelo suporte.

Quem pode se beneficiar?

Fabricantes de aeronaves e de sensores, sondas e antenas, empresas de STC e os programas de drones e eVTOL que precisam demonstrar segurança em condições de gelo.

Quer avaliar o efeito do gelo ou dimensionar a proteção térmica do seu produto? Fale com a ATS4i.

Projeto apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), processo 2025/19697-9. As opiniões, hipóteses e conclusões ou recomendações expressas neste material são de responsabilidade dos autores e não necessariamente refletem a visão da FAPESP.

Fique por dentro dos seus Direitos de Cidadão

Cadastre seu e-mail

Compartilhar

Leia também

Antes de entrar em contato nos informe seus dados abaixo: